Jejum: tudo sobre a dieta polêmica das famosas

  Jejum: saiba tudo sobre a  dieta polêmia das famosas

Jejum, mesclar com ingestão de gordura e dias de “exageros alimentar” emagrece? Polêmico a gente já sabe que o método é. Mas é saudável? Funciona pra todo mundo? Fomos investigar.

Coma só quando estiver com fome. Parece lógico mas se fosse simples assim não haveria obesidade no mundo, concorda? Acontece que retomar essa “simplicidade ancestral” com o chamado jejum intermitente tem feito muita gente voltar à forma em tempo recorde. A proposta é controversa, sim, mas não tão maluca como pode parecer. porque: 1) o jejum só é recomendado pra quem já segue uma dieta saudável e baixa em carboidratos; 2) requer, necessariamente, acompanhamento de um profissional; 3) tudo  se baseia  sobre os hábitos alimentar e o metabolismo humanos. Quer saber mais, né?

jejum

O que é jejum intermitente?
A ideia aflorou em 2013, com o aval de Michael Mosley, médico e documentarista mega respeitado na Europa, e ganhou força com a adesão de estrelas em busca de perda de peso rápida. Mosley propunha o método 5:2 – que consiste em alimentação normal por cinco dias e, nos outros dois, só 500 cal (mulheres) ou 600 cal (homens). Um semi jejum, na verdade. É daí que deriva o jejum intermitente, só que baseado na premissa de reativar o hábito de priorizar a chamada comida de verdade, com pouco ou nada de industrializados, e só quando a fome (a de verdade) bater. Trata-se de uma sequência preestabelecida de jejuns de 16h, 18h e até 23h, revezados com dias de alimentação normal, sem conta de calorias. porem não cabe a clássica recomendação de comer de 3h em 3h, muito menos a lógica do “faça você mesmo”! O programa sempre precisa ser criado e acompanhado por um nutricionista.

A premissa: entender a fome
A primeira coisa aqui é entender o que é fome fisiológica e vontade de comer. “Peço pra pessoa pensar em um alimento de que não gosta muito. Se ela disser que comeria aquilo agora é porque está mesmo com fome! A fome não é seletiva. Então, espere que ela apareça para comer, e coma bem, até ficar saciado”, explica Fernanda Muller, nutricionista de atrizes como
Deborah Secco e Juliana Paes. Além dos fatores emocionais e genéticos que envolvem a alimentação, a fome é elevada à enésima potência pelo excesso de carboidratos que consumimos. “Eles fazem com que a gente produza mais insulina, o que reduz a taxa de glicose no sangue. Com essa queda, a vontade de beliscar vem mais rapidamente. Por isso, se essa pessoa não comer por um período longo, chega a passar mal”, explica Fernanda. Captou a matemática? Quanto mais carboidratos você come, mais precisa comer. Até por isso o jejum nunca pode ser feito sem um “desmame” prévio de carbo.

Recomendações pré-jejum
Antes de continuar, um alerta: diabéticos, mulheres grávidas ou amamentando e pessoas com problemas cardíacos não devem aderir ao método. E, pra ser honesta, nem você! “O jejum
intermitente só deve ser feito depois que o paciente estiver em uma dieta low carb & high fat há seis ou oito semanas, porque seu corpo terá aprendido a utilizar a gordura como fonte de energia”, diz Fernanda. Na prática, isso significa seguir a chamada dieta paleolítica, que tenta espelhar a alimentação dos nossos ancestrais, reduzindo carboidratos de absorção rápida e aumentando proteínas e gorduras. “Naturalmente, você passa a sentir menos fome, e o período entre as refeições fica mais longo. É o que chamamos de jejum natural, que precede o preparado pelo profissional.” Nisso, a pessoa já dá uma bela secada, viu?

O jejum intermitente esmiuçado
Muita gente se assusta com o termo jejum, mas a proposta é ficar sem comer só em períodos preestabelecidos. “Você não passa o dia inteiro em jejum. Nós somamos o seu tempo de sono com o mesmo tempo acordado sem comer. Se você dorme 8h, deve fazer 8h de jejum, dando 16h ao todo”, esclarece a nutricionista Daniela Cyrulin, da consultoria Nutrie&Consult. Você opta por não jantar ou não tomar café da manhã, por exemplo. Daniela indica fazer um dia de jejum e três dias seguindo uma dieta saudável e balanceada, sem refrigerante, fritura, farinha e tudo o que faça sua glicemia subir e aumente sua fome. Outra proposta é seguir a dieta paleolítica, sem restrição calórica, nesses dias. E o que pode durante o jejum? Água, chá natural e café preto com óleo de coco – mistura meio estranha, mas recomendada pra antes do exercício físico (não apenas liberado como também recomendado no período).

Por quanto tempo fazer ou não
Há quem defenda o método como um lifestyle, mas até os experts acham que essa decisão é sofrida demais! O mais comum é o período de 20 dias, que permite perder até 5 kg. Depois é vida que segue!

O que o jejum faz com o corpo
Óbvio que ficar sem comer emagrece, mas daí a fazer bem… “Jejuns acima de 5h não são muito saudáveis porque, se o organismo não recebe energia da alimentação, vai buscar nas reservas de glicose do fígado e dos músculos. Quando essa reserva acaba é que o problema surge: nosso corpo passa a usar os próprios músculos (proteínas) pra obter energia, provocando perda da massa muscular”, enfatiza o endocrinologista Filippo Pedrinola. Os sintomas, ele lembra, são fraqueza, mal hálito e irritabilidade. Já os defensores dizem que a afirmação do médico só vale pra jejuns frequentes e em dias seguidos. “Se você fizer um jejum de mais de 5h todo santo dia, sim, seu corpo começa a achar que você está correndo risco e, por questão de sobrevivência, segura seus estoques de gordura e começa a usar músculos”, explica Daniela Cyrulin. “O revezamento de dias de jejum com ‘normais’ serve, justamente, para o corpo perceber que você não está em perigo e se adaptar a queimar a gordura acumulada.” Com o que todos concordam? É fundamental fazer exercícios físicos pra manter os músculos firmes e fortes; gente magra demais não pode fazer jejum; e cortar porcaria, excesso de farinha e fritura… olha, isso nunca fez mal a ninguém!

Esta é uma dica sobre tratamentos caseiros, não substitui um especialista. Procure sempre seu médico.

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